Santos: três desafios para Cuca resolver durante a Data Fifa
A pausa para a Data Fifa chega em um momento importante para o Santos. O time comandado por Cuca atravessa uma sequência positiva no Campeonato Brasileiro e ocupa a oitava colocação na tabela, além de não perder pela competição desde o início de agosto.
O último resultado negativo aconteceu em 9 de agosto, quando o Peixe foi derrotado pelo Athletico-PR por 2 a 0, na Vila Belmiro. Desde então, a equipe conseguiu melhorar seu desempenho e ganhou confiança na disputa nacional.
O período sem jogos oficiais, portanto, pode ser aproveitado pela comissão técnica para corrigir problemas que continuam aparecendo nas partidas. Mesmo vivendo uma fase mais consistente, o Santos ainda apresenta questões que precisam de atenção antes da retomada do Brasileirão.
Entre os principais pontos estão o desempenho defensivo, a definição do substituto de Gabriel Brazão e a maneira de utilizar, ao mesmo tempo, alguns dos principais nomes do elenco.
Santos ainda precisa melhorar a defesa
A defesa aparece como uma das principais preocupações para Cuca durante a pausa internacional.
Apesar da evolução recente do Santos, o sistema defensivo ainda apresenta momentos de instabilidade. O problema não é necessariamente novo, mas ganhou importância porque a equipe pretende manter uma campanha competitiva na reta final do Campeonato Brasileiro.
Luan Peres é um exemplo. O zagueiro vinha apresentando atuações positivas nas últimas partidas, mas acabou cometendo um erro importante no confronto contra o Atlético-MG.
A situação também chama atenção pela utilização de Willian Arão. Conhecido principalmente por sua trajetória como volante, o jogador passou a desempenhar papel importante na defesa e, na avaliação apresentada originalmente pelo colunista, vem sendo um dos destaques do setor desde a retomada das competições após a Copa do Mundo.
Lucas Veríssimo, por outro lado, tem alternado atuações de diferentes níveis durante a temporada. A oscilação aumenta a necessidade de Cuca encontrar uma formação defensiva que ofereça maior estabilidade.
Cuca precisa encontrar uma defesa mais regular
O desafio não envolve apenas escolher os jogadores titulares. O treinador também precisa encontrar uma estrutura capaz de diminuir os espaços cedidos aos adversários.
Em uma competição longa como o Brasileirão, erros defensivos podem comprometer resultados mesmo quando a equipe apresenta bom desempenho ofensivo.
Por isso, a Data Fifa pode ser utilizada para trabalhar posicionamento, cobertura, saída de bola e comunicação entre os jogadores do setor.
O objetivo será fazer com que o Santos retorne ao campeonato com uma defesa mais consistente e preparada para a sequência decisiva da temporada.
Quem será o substituto de Gabriel Brazão?
Outro ponto que Cuca terá de resolver durante a pausa é a posição de goleiro.
Gabriel Brazão está lesionado e não estará disponível para os próximos compromissos. Com isso, o treinador precisa definir quem assumirá a titularidade enquanto o jogador estiver afastado.
Diógenes recebeu uma oportunidade na vitória por 2 a 1 sobre o Remo. Apesar do resultado positivo para o Santos, o goleiro acabou envolvido diretamente no lance que originou o gol adversário.
A atuação colocou novamente em discussão a disputa pela posição.
A comissão técnica terá os treinamentos da Data Fifa para observar o desempenho de Diógenes e avaliar outras alternativas disponíveis no elenco. A escolha será importante porque o goleiro exerce uma função decisiva em uma equipe que pretende permanecer na parte superior da tabela.
Uma posição que exige segurança
O período sem partidas oficiais também pode ajudar Cuca a trabalhar aspectos específicos da posição.
Além das defesas, o goleiro precisa participar da construção das jogadas e demonstrar segurança em bolas aéreas, reposições e tomadas de decisão sob pressão.
Para o Santos, encontrar uma alternativa confiável enquanto Brazão estiver fora pode evitar que uma lesão individual se transforme em um problema coletivo.
A expectativa, portanto, é de que a comissão técnica utilize os treinamentos para observar não apenas a capacidade técnica dos candidatos, mas também a adaptação de cada um ao modelo de jogo da equipe.
Neymar, Coutinho, Gabigol e Cebolinha podem jogar juntos?
O terceiro desafio de Cuca é diferente dos anteriores.
Em vez de representar uma deficiência do elenco, trata-se de uma questão relacionada à quantidade de opções ofensivas disponíveis.
O Santos conta com nomes de peso para o setor, como Neymar, Philippe Coutinho, Gabigol e Everton Cebolinha. A questão é encontrar uma formação capaz de aproveitar as características dos quatro sem comprometer o equilíbrio da equipe.
A possibilidade de reunir os jogadores no mesmo time naturalmente desperta expectativa entre os torcedores. No entanto, colocar vários atletas de característica ofensiva simultaneamente em campo exige ajustes táticos.
Cuca terá de avaliar funções, movimentação, recomposição e ocupação dos espaços para determinar se o quarteto pode atuar junto.
Quem perderia espaço no Santos?
Uma eventual mudança na estrutura ofensiva também poderia afetar jogadores que vêm recebendo oportunidades.
Álvaro Barreal e Rollheiser, por exemplo, poderiam perder espaço em uma formação que priorizasse Neymar, Coutinho, Gabigol e Cebolinha.
Isso não significa necessariamente que os dois deixariam de ser importantes. Em um calendário com muitos jogos, ter alternativas no banco é fundamental para controlar o desgaste físico e modificar o comportamento da equipe durante as partidas.
A disputa por posições também pode aumentar a competitividade interna do elenco.
Para Cuca, o desafio será encontrar um equilíbrio entre utilizar os principais talentos disponíveis e manter uma equipe funcional do ponto de vista coletivo.
Arthur ganha espaço como opção para o meio
Outro jogador que chegou recentemente ao Santos é Arthur.
Contratado na última janela de transferências, o atleta ainda aparece como alternativa no banco de reservas, enquanto Christian Oliva e Gustavo Henrique ganharam espaço no setor.
Mesmo assim, Arthur vem chamando atenção quando entra durante as partidas.
A capacidade de contribuir no decorrer dos jogos pode transformar o jogador em uma peça importante para Cuca na sequência da temporada. Sua utilização como opção de segundo tempo oferece ao treinador mais uma possibilidade para alterar o ritmo do meio-campo.
Em um campeonato tão longo, a profundidade do elenco pode ser determinante. Ter jogadores capazes de entrar e manter o nível de desempenho reduz a dependência de um grupo restrito de titulares.
Data Fifa pode ajudar o Santos a fazer ajustes
A pausa internacional oferece a Cuca uma oportunidade que nem sempre está disponível durante a temporada: tempo para treinar.
Com partidas acontecendo em sequência, muitas vezes o trabalho dos treinadores fica limitado à recuperação física, preparação para o próximo adversário e ajustes pontuais.
Durante a Data Fifa, o Santos pode dedicar mais sessões de treinamento à organização coletiva.
A defesa pode ser trabalhada com maior profundidade, enquanto o meio-campo e o ataque podem testar diferentes combinações.
A disputa pela posição de goleiro também poderá ser observada com mais tranquilidade.
O que Cuca precisa resolver antes da retomada?
A boa fase do Santos no Brasileirão não elimina os pontos que ainda precisam de evolução.
O primeiro desafio está na defesa. Encontrar uma formação mais segura e reduzir os erros individuais será fundamental para manter a equipe competitiva.
O segundo envolve o gol. Com Gabriel Brazão lesionado, Cuca precisa definir quem oferece mais segurança para ocupar a posição durante sua ausência.
Por fim, existe a questão ofensiva. Neymar, Coutinho, Gabigol e Everton Cebolinha representam opções de alto nível, mas a presença simultânea deles exige uma estrutura tática capaz de preservar o equilíbrio.
A Data Fifa, nesse contexto, chega como um intervalo estratégico. O Santos terá alguns dias para treinar, testar alternativas e preparar a equipe para a sequência do Campeonato Brasileiro.
Mais do que interromper o ritmo da competição, a pausa pode ser utilizada para ajustar detalhes que fazem diferença na reta final. Para Cuca, o trabalho estará justamente em transformar as dúvidas do elenco em soluções antes que a bola volte a rolar.










